Author: Matthew Perez

  • Como usar o LinkedIn para se conectar com diretores de expansão

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    No mercado imobiliário corporativo, o LinkedIn é a ferramenta mais poderosa para corretores e imobiliárias que buscam grandes negócios. Se o seu objetivo é oferecer terrenos ou pontos comerciais para grandes redes, você precisa chegar aos diretores de expansão. Aqui estão estratégias diretas para otimizar seu networking e fechar parcerias estratégicas. Otimize seu perfil para o mercado imobiliário Antes de enviar qualquer convite, seu perfil deve transmitir autoridade. Um diretor de expansão busca parceiros que entendam de viabilidade técnica, zoneamento e fluxo de consumo. Certifique-se de que seu título profissional mencione palavras-chave como “Especialista em Imóveis Comerciais” ou “Consultor de Expansão Imobiliária”. Utilize a busca avançada com filtros precisos Para encontrar os tomadores de decisão, utilize a barra de pesquisa do LinkedIn com termos específicos: “Diretor de Expansão”, “Head of Real Estate” ou “Gerente de Novos Negócios”. Filtre pelo setor de “Varejo” ou “Bens de Consumo” para encontrar profissionais de empresas que estão em fase de crescimento e precisam de novos pontos de venda. A abordagem estratégica e personalizada O erro mais comum é enviar mensagens genéricas.

    Ao solicitar a conexão, adicione uma nota personalizada. Demonstre que você conhece os planos de crescimento da empresa dele e mencione que possui ativos imobiliários que se encaixam no perfil da rede. Exemplo de abordagem: “Olá, [Nome], acompanho o crescimento da [Empresa] e vi que estão expandindo para a região X. Tenho em carteira três pontos comerciais com as especificações que vocês costumam buscar. Gostaria de conectar para futuras oportunidades.” Gere valor através de conteúdo relevante Diretores de expansão valorizam dados. Publique ou compartilhe notícias sobre o desenvolvimento urbano da sua região, novos polos comerciais e análises de mercado. Isso mantém seu nome no radar desses profissionais, posicionando você como um especialista local confiável. Seguindo esses passos, você encurta o caminho entre o seu imóvel e a assinatura do contrato com grandes marcas, utilizando o LinkedIn como uma verdadeira vitrine de negócios imobiliários.

  • Para além da saliva: sinais de alerta em glândulas que muitas vezes passam despercebidas

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    Você já sentiu um “puxão” ou um inchaço súbito logo abaixo da mandíbula ao sentir o cheiro de uma comida cítrica ou temperada? Esse fenômeno, embora pareça uma curiosidade biológica, é muitas vezes o primeiro contato consciente que temos com nossas glândulas salivares. Quase sempre invisíveis e silenciosas, elas trabalham sem parar para manter a saúde bucal, a digestão e o equilíbrio do pH da boca. No entanto, quando algo sai do prumo, os sinais podem ser sutis e facilmente confundidos com problemas dentários ou linfonodos inflamados por uma gripe comum. A anatomia desse sistema é fascinante. Temos três pares de glândulas maiores: as parótidas (localizadas à frente e abaixo das orelhas), as submandibulares (sob a mandíbula) e as sublinguais (no assoalho da boca). Além delas, centenas de glândulas menores estão espalhadas pela mucosa. O que muitos pacientes não sabem é que essas glândulas são vizinhas de estruturas nobres. A parótida, por exemplo, é atravessada pelo nervo facial, o maestro que comanda nossos sorrisos e expressões.

    É por isso que qualquer intervenção nessa área exige a precisão de um cirurgião de cabeça e pescoço; não se trata apenas de remover um nódulo, mas de preservar a identidade motora do paciente. Imagine o caso de um homem de 50 anos que, ao se barbear, nota um caroço endurecido perto do lóbulo da orelha. Não dói, não muda de cor e ele ignora por meses. Esse é o cenário clássico do adenoma pleomórfico, o tumor benigno mais comum da parótida. Embora não seja câncer, ele tem um comportamento “teimoso”: continua crescendo e, em uma pequena porcentagem dos casos, pode se transformar em algo maligno ao longo de décadas. O diagnóstico precoce, feito através de uma punção (PAAF) e exames de imagem como a ressonância magnética, permite uma cirurgia muito menos invasiva e com menor risco para o nervo facial. Nem tudo, porém, é tumor. Frequentemente atendo pessoas com episódios de dor e inchaço que vêm e vão, geralmente relacionados às refeições. Isso pode ser a sialolitíase — basicamente, pedras nos ductos salivares, semelhantes aos cálculos renais.

    O canal entope, a saliva não sai e a glândula “estufa”. Hoje, dispomos de técnicas como a sialoendoscopia, onde usamos câmeras minúsculas para navegar por dentro desses canais e remover o cálculo sem precisar de cortes externos, preservando a glândula e sua função. Existem, contudo, sinais que exigem pressa. Se um nódulo na região das glândulas salivares vier acompanhado de: Dificuldade para fechar o olho ou desvio do sorriso (paralisia facial); Dor persistente e fixa; Crescimento muito rápido em poucas semanas; Pele da região endurecida ou com feridas que não cicatrizam. Nesses casos, a suspeita de um carcinoma aumenta. O carcinoma epidermoide ou o carcinoma adenoide cístico são exemplos de tumores que requerem uma abordagem agressiva e multidisciplinar, muitas vezes combinando a cirurgia com radioterapia para garantir que nenhuma célula residual permaneça. A jornada do diagnóstico à recuperação passa obrigatoriamente pela tranquilidade do paciente. É normal sentir ansiedade ao pensar em uma cirurgia no rosto. O papel da família no pós-operatório é vital, especialmente no suporte emocional e no cuidado com a dieta nos primeiros dias, já que a mastigação pode ser desconfortável.

  • Como organizar sua rotina para vender mais imóveis

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    No mercado imobiliário, a organização é o diferencial entre o corretor que apenas trabalha e o que realmente fecha negócios. Com a alta competitividade, ter uma rotina estruturada permite que você atenda mais clientes com maior qualidade. Confira dicas práticas para otimizar seu dia a dia e aumentar sua produtividade nas vendas.

    1. Priorize o atendimento aos leads O tempo de resposta é crucial no mercado imobiliário. Reserve a primeira hora do seu dia para responder novos contatos e fazer o follow-up de clientes que já estão no funil de vendas. Quanto mais rápido você interage com um potencial comprador, maiores são as chances de agendar uma visita.

    2. Planeje as visitas de forma estratégica Evite atravessar a cidade várias vezes ao dia. Tente agrupar as visitas por região ou bairro. Além de economizar tempo de deslocamento e combustível, você mantém o foco e consegue apresentar mais propriedades em um intervalo menor. Utilize ferramentas de mapas para criar rotas inteligentes.

    3. Utilize um CRM imobiliário Não confie apenas na memória ou em agendas de papel. Um bom software de CRM (Customer Relationship Management) ajuda a organizar o histórico de cada cliente, lembretes de chamadas e o status de cada negociação. Isso garante que nenhum lead seja esquecido e que você saiba exatamente em que etapa da venda cada pessoa está.

    4. Reserve tempo para o marketing e prospecção Vender imóveis exige visibilidade. Separe um momento da semana para atualizar seus anúncios nos portais imobiliários, tirar fotos de novas captações e movimentar suas redes sociais. Manter o portfólio atualizado atrai novos interessados de forma orgânica.

    5. Estude o mercado constantemente O mercado imobiliário muda rápido. Reserve pelo menos 30 minutos diários para ler notícias sobre economia, taxas de juros e tendências do setor. Um corretor bem informado passa mais segurança e autoridade para o cliente final. Seguindo esses passos, sua rotina se torna mais produtiva, permitindo que você foque no que realmente importa: fechar contratos e satisfazer seus clientes.

  • Como lidar com clientes que são muito detalhistas

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    No mercado imobiliário, é comum encontrar clientes que analisam cada centímetro de um imóvel e cada cláusula de um contrato. Embora pareça um desafio, o cliente detalhista é, na verdade, alguém muito interessado e que valoriza o seu investimento. Para o corretor de imóveis, saber lidar com esse perfil é fundamental para garantir o sucesso na venda ou na locação. Confira estratégias práticas para transformar o detalhismo em uma negociação tranquila. 1. Antecipe-se com informações completas O segredo para lidar com quem busca minúcias é a transparência. Antes mesmo da visita, tenha em mãos todos os dados técnicos: metragem exata, valor atualizado do IPTU, taxas de condomínio e histórico de reformas. Quando o corretor fornece essas informações de forma proativa, ele transmite segurança e reduz a ansiedade do cliente. 2. Invista em vistorias minuciosas Para o mercado de locação, o laudo de vistoria é o documento mais importante para o cliente detalhista.

    Certifique-se de que as fotos sejam de alta qualidade e que cada pequena imperfeição esteja devidamente registrada. Isso evita conflitos futuros e mostra que a imobiliária trabalha com seriedade e organização. 3. Tenha paciência e escuta ativa Clientes detalhistas costumam fazer muitas perguntas. Em vez de ver isso como uma barreira, encare como uma oportunidade de consultoria. Ouça atentamente, não interrompa e responda com precisão. Se não souber algo na hora, comprometa-se a buscar a informação e retorne rapidamente. A agilidade no feedback é um diferencial competitivo no setor imobiliário. 4. Formalize tudo por escrito Para evitar mal-entendidos, utilize e-mails ou mensagens para registrar o que foi acordado. O detalhista sente-se mais confortável quando percebe que há um rastro documental da negociação. Isso protege tanto o corretor quanto o proprietário e o interessado. Lidar com clientes exigentes exige preparo, mas o resultado é recompensador. Um cliente detalhista satisfeito torna-se um excelente promotor do seu trabalho, gerando indicações valiosas no mercado imobiliário.

  • Vantagens de morar em uma cobertura: Luxo e privacidade

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    Morar no topo de um edifício é o desejo de muitos compradores que buscam exclusividade. Mais do que um símbolo de status, a cobertura oferece uma experiência de moradia diferenciada, unindo conforto e liberdade no coração da cidade. Se você está em dúvida sobre investir nesse tipo de imóvel, confira as principais vantagens que tornam a cobertura o “objeto de desejo” do mercado imobiliário. Privacidade incomparável e silêncio Uma das maiores queixas de quem mora em apartamentos tradicionais é o barulho do vizinho do andar de cima. Na cobertura, esse problema simplesmente deixa de existir. Além disso, por estar no ponto mais alto da edificação, o imóvel fica mais distante do ruído da rua e do tráfego urbano, proporcionando um ambiente silencioso e uma intimidade preservada, longe dos olhares externos. Vista panorâmica e iluminação natural Ter a cidade aos seus pés é um privilégio diário. As coberturas oferecem as melhores vistas do empreendimento, muitas vezes com ângulos de 180° ou até 360°. Outro ponto forte é a incidência solar: por não ter obstáculos ao redor, o imóvel recebe luz natural durante todo o dia, o que torna os ambientes mais arejados, agradáveis e ajuda na economia de energia.

    Área de lazer privativa O grande diferencial de uma cobertura é, sem dúvida, o terraço. Ter sua própria piscina, jacuzzi, churrasqueira ou um jardim suspenso sem precisar dividir o espaço com outros condôminos eleva o padrão de vida. É o cenário ideal para quem gosta de receber amigos e familiares com total conforto e liberdade. Alto potencial de valorização Para o investidor, a cobertura é um ativo resiliente. Como são unidades escassas em cada empreendimento (geralmente apenas uma ou duas por prédio), a lei da oferta e procura garante que esses imóveis mantenham um alto valor de mercado. Seja para revenda ou para locação de alto padrão, o retorno sobre o investimento costuma ser superior ao de unidades tipo. Conclusão Escolher uma cobertura é optar por um estilo de vida que prioriza o bem-estar e a exclusividade. Se você busca um refúgio urbano que combine o espaço de uma casa com a segurança de um prédio, a cobertura é a escolha certa para o seu próximo passo no mercado imobiliário.

  • Principais taxas envolvidas na compra de um imóvel

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    Comprar um imóvel é o sonho de muitos brasileiros, mas o planejamento financeiro deve ir além do valor de venda da propriedade. No mercado imobiliário, existem custos adicionais obrigatórios que podem representar entre 4% e 6% do valor total do bem. Conhecer esses encargos é fundamental para evitar surpresas no fechamento do negócio. Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) O ITBI é a principal taxa tributária na compra de um imóvel. Trata-se de um imposto municipal pago pelo comprador para que a transferência de propriedade seja oficializada. A alíquota varia conforme a cidade, geralmente oscilando entre 2% e 3% sobre o valor de mercado do imóvel. Sem o comprovante de pagamento deste imposto, não é possível realizar o registro da escritura. Escritura Pública e Registro de Imóvel Muitas pessoas confundem esses dois processos, mas ambos possuem custos distintos cobrados pelos cartórios: Escritura Pública: É o documento que oficializa a venda, lavrado no Cartório de Notas. O valor segue uma tabela estadual baseada na faixa de preço do imóvel. Registro de Imóvel: Após a escritura, é necessário levá-la ao Cartório de Registro de Imóveis para atualizar a matrícula do bem.

    É este ato que, juridicamente, transfere a propriedade para o nome do novo dono. Custos de Financiamento Bancário Se a aquisição for realizada através de financiamento, o banco cobrará taxas administrativas específicas. As principais são a Taxa de Avaliação do Imóvel (visita técnica de um engenheiro) e a taxa de análise jurídica. Vale lembrar que, em casos de financiamento pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação), o contrato bancário tem força de escritura pública, o que pode gerar uma pequena economia documental. Planejamento é Fundamental Para garantir uma transação segura, o comprador deve reservar uma margem financeira para esses encargos logo no início da busca. Consultar um corretor de imóveis qualificado ou uma imobiliária de confiança ajuda a prever esses gastos com precisão, garantindo que o processo de compra e venda ocorra sem entraves burocráticos ou financeiros. Além disso, compradores de primeira viagem podem ter direito a descontos em algumas dessas taxas, dependendo da legislação local.

  • O Algoritmo da Decisão: Como a IA está migrando do suporte técnico para a mesa da diretoria

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    A transição da Inteligência Artificial de “ferramenta de produtividade” para “agente estratégico” não aconteceu por acaso; ela é o resultado da convergência entre o barateamento do processamento em nuvem e a sofisticação de arquiteturas como os Transformers e o RAG (Retrieval-Augmented Generation). Se antes a IA estava confinada ao suporte técnico, filtrando tickets de Nível 1 ou otimizando linhas de código em um MVP, hoje ela ocupa um espaço de destaque na governança corporativa. Estamos falando da mudança da análise descritiva — que apenas relata o que aconteceu — para a análise prescritiva, que sugere o próximo movimento no tabuleiro do mercado. O que diferencia um diretor humano de um algoritmo bem treinado é, historicamente, a capacidade de lidar com a ambiguidade e o contexto cultural. No entanto, o hiato está diminuindo.

    Quando integramos modelos de linguagem de larga escala aos dados proprietários de uma empresa (o chamado “Enterprise Brain”), a IA deixa de ser um oráculo genérico para se tornar um conselheiro que entende profundamente os unit economics do negócio, o churn rate por segmento e a elasticidade de preço em tempo real. Imagine um cenário prático em uma gestora de Venture Capital ou em um braço de Corporate Venture Capital (CVC). Tradicionalmente, a triagem de 500 startups por mês depende de analistas juniores exaustos. Ao implementar uma camada de IA aplicada que processa não apenas o pitch deck, mas cruza dados de mercado, histórico dos fundadores em redes profissionais e tração de produtos similares via APIs externas, a diretoria recebe um “score de relevância” baseado em evidências, e não apenas em intuição. Aqui, a IA não substitui o aperto de mão final, mas elimina o ruído estatístico que costuma levar a investimentos equivocados.

    Essa migração para a mesa da diretoria exige uma nova forma de educação empreendedora. Líderes que não compreendem a diferença entre uma correlação e uma causalidade em um modelo preditivo correm o risco de terceirizar decisões críticas para uma “caixa preta”. A inovação estruturada dentro das empresas agora passa por treinamentos em IA que focam menos em “como usar o chat” e mais em como auditar saídas algorítmicas e garantir que a estratégia de crescimento esteja alinhada com os dados validados. A validação de ideias, que antes levava meses de pesquisa de mercado, agora ocorre através de ciclos de experimentação acelerada. Uma startup em estágio inicial pode utilizar agentes de IA para simular personas de clientes e testar propostas de valor antes mesmo de escrever a primeira linha de código do seu produto digital. Isso reduz drasticamente o custo do erro e permite que o foco da liderança seja a escala, e não a sobrevivência básica.

  • A verdade sobre as raças hipoalergênicas: marketing ou biologia?

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    Você já viu aquela cena clássica: alguém apaixonado por animais, mas que não consegue ficar dez minutos no mesmo ambiente que um cachorro sem começar a espirrar desesperadamente e sentir os olhos arderem? É nesse cenário que surge a promessa tentadora das raças “hipoalergênicas”. Poodles, Malteses, Cães d’Água Portugueses e o exótico gato Sphynx são frequentemente vendidos como a solução definitiva para alérgicos. Mas, como veterinário, preciso te contar o que acontece nos bastidores da biologia: o termo “hipoalergênico” é muito mais uma estratégia de marketing eficiente do que uma garantia biológica absoluta. O prefixo “hipo” significa “menos”, e não “zero”. A ideia de que existem animais que não causam alergia é um dos mitos mais persistentes da clínica pet. Para entender o porquê, precisamos olhar para o verdadeiro vilão da história. Não é o pelo em si que faz você espirrar; o problema são as proteínas presentes na saliva, na urina e, principalmente, na descamação da pele (a famosa caspa ou dander). No caso dos cães, a proteína principal é a Can f 1. Nos gatos, é a Fel d 1. A mecânica da pelagem e a dispersão A grande diferença entre um Poodle e um Golden Retriever não está na ausência da proteína alérgena, mas na forma como ela é entregue ao ambiente. Cães com pelagem de crescimento contínuo, que não passam por mudas sazonais intensas, acabam retendo os pelos mortos e a descamação da pele em seus próprios cachos.

    Isso evita que as partículas fiquem flutuando pela casa ou se acumulem no sofá com tanta facilidade. Já raças como o Labrador ou o Pastor Alemão trocam de pelo constantemente. Cada pelo que cai carrega consigo uma carga de descamação epitelial seca. É como se esses cães fossem pequenos “aspersores” de alérgenos espalhados pelo tapete. No caso dos gatos Sphynx, a lógica é parecida: por não terem pelos, eles não espalham a proteína pelo ambiente através da queda, mas a proteína continua lá, na pele e na saliva. Se você acariciar um Sphynx e levar a mão ao olho, a reação alérgica será exatamente a mesma. O que a ciência nos diz sobre o manejo prático: A frequência dos banhos: Estudos mostram que dar banho no pet duas vezes por semana pode reduzir drasticamente a carga de alérgenos na pelagem, mas o efeito é temporário, durando apenas alguns dias. A dieta como aliada: Um animal com a pele ressecada descama mais. Oferecer rações de alta qualidade, ricas em Ômega 3 e 6, ajuda a manter a barreira cutânea íntegra, diminuindo a produção de “poeira biológica”. Filtros HEPA: Muitas vezes, investir em um bom purificador de ar com filtro HEPA é mais eficaz para um tutor alérgico do que trocar a raça do cão que ele pretende adotar. Lembro-me de uma família que atendi há alguns anos.

    Eles compraram um Goldendoodle — o famoso cruzamento de Golden com Poodle — acreditando piamente que o cão seria “seguro”. O problema é que a genética não é uma ciência exata de prateleira. O filhote herdou a pelagem do Golden, mas com a textura do Poodle, tornando-se uma verdadeira “esponja” de alérgenos que o pai da família não tolerava. Eles só conseguiram conviver em harmonia quando mudamos o protocolo de higiene da casa e a suplementação do animal para melhorar a saúde da pele. A verdade é que a sensibilidade varia de pessoa para pessoa. Alguém pode reagir violentamente a um Yorkshire e ser tolerante a um Boxer. Se você sofre com alergias, o passo mais seguro antes de levar um pet para casa é passar um tempo direto com animais daquela raça específica. Esfregue o rosto no pelo, deixe que ele te lamba e observe a reação do seu corpo.

  • Beagles e o olfato obsessivo: A vida com um detetive nato

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    Você já saiu para uma caminhada rápida de quinze minutos e voltou uma hora depois, tendo
    percorrido apenas dois quarteirões? Se a resposta é sim, há uma grande probabilidade de
    haver um Beagle na outra ponta da guia. Para quem observa de fora, parece teimosia. O cão
    estanca, “ancora” as patas no chão e recusa-se a mover um músculo até ter inalado cada
    molécula de odor presente em um poste de luz.

    Mas, sob uma ótica veterinária e fisiológica, classificar isso apenas como teimosia é um erro de
    diagnóstico. O que ocorre ali é um processamento de dados massivo.
    A Engenharia Biológica do Olfato
    Para entender a obsessão do Beagle, precisamos analisar o hardware que ele carrega no
    crânio. Enquanto nós, humanos, operamos com cerca de 5 a 6 milhões de receptores olfativos,
    um Beagle possui aproximadamente 225 milhões. Não é apenas uma diferença de quantidade;
    é uma diferença de resolução.

    Imagine que você sente o cheiro de “feijoada”. O Beagle, ao entrar na mesma cozinha, não
    sente apenas “feijoada”. Ele desmembra o aroma: o tipo de feijão, o teor de gordura da carne
    seca, o alho refogado há dez minutos e a folha de louro.
    Anatomicamente, o focinho longo e largo permite uma área de superfície mucosa interna vasta,
    cheia de turbinados nasais que aquecem e filtram o ar para maximizar a captação de partículas.
    Até as orelhas longas e caídas, características da raça, têm uma função aerodinâmica: ao
    arrastarem perto do chão ou balançarem, elas ajudam a levantar micropartículas de odor em
    direção ao nariz. O design é todo voltado para essa função.
    O Mito da “Surdez Seletiva”

    No consultório, é rotina atender tutores frustrados relatando que o cão “não ouve” quando está
    no jardim ou na rua. Frequentemente realizamos exames otoscópicos apenas para confirmar o
    que já sabíamos: o aparelho auditivo está perfeito. O problema é neurológico, mas não
    patológico.

    Quando o centro olfativo do cérebro de um Beagle (que é 40 vezes maior proporcionalmente
    que o nosso) é ativado, ele sequestra a atenção do animal. O cérebro entra em um estado de
    foco tão intenso que os estímulos auditivos são filtrados como ruído de fundo irrelevante.
    Tentar comandar um Beagle que encontrou um rastro interessante com um simples “junto” é o
    equivalente a tentar conversar sobre a lista de compras com um humano que está desarmando
    uma bomba. O nível de concentração exigido pela tarefa olfativa suprime as outras entradas
    sensoriais.

    Gerenciamento: O Nariz como Ferramenta de Saúde Mental
    Muitos problemas comportamentais em Beagles, como a destruição de móveis ou vocalização
    excessiva (o famoso uivo ou latido de “bayer”), derivam da frustração desse instinto. Tentar
    suprimir o olfato é contraproducente. A abordagem clínica correta é o redirecionamento.
    Em vez de lutar contra o nariz, usamos ele a favor da saúde do animal:
    Passeios de Descompressão: Em vez de caminhar longas distâncias em ritmo acelerado,
    permita que o cão cheire.

  • Como funciona o leilão de imóveis e se vale a pena o risco

    Como funciona o leilão de imóveis e se vale a pena o risco O leilão de imóveis é uma das modalidades que mais cresce no mercado imobiliário brasileiro, atraindo tanto investidores experientes quanto pessoas que buscam a casa própria com um preço abaixo do valor de mercado. No entanto, para aproveitar as oportunidades, é preciso entender a mecânica desse processo. Tipos de leilão: Judicial e Extrajudicial Existem duas formas principais de leilões no setor imobiliário: 1. Leilão Judicial: Ocorre quando um imóvel é levado a venda por determinação da justiça para quitar dívidas do proprietário (como processos trabalhistas, cíveis ou débitos de condomínio). 2. Leilão Extrajudicial: É o mais comum. Acontece quando alguém deixa de pagar as parcelas do financiamento imobiliário. O banco retoma o bem e o coloca à venda para recuperar o capital. O processo de compra Para participar, o interessado deve acompanhar os editais publicados por leiloeiros oficiais. O edital é o documento principal: ele contém o estado de conservação do imóvel, o valor mínimo de lance, as formas de pagamento e quem será responsável por eventuais dívidas anteriores. A maioria dos certames hoje ocorre de forma online. Após o lance vencedor, o comprador recebe o Auto de Arrematação, que é o documento que formaliza a transferência da propriedade após o registro em cartório. Vale a pena o risco? A grande vantagem competitiva do leilão é o preço. Não é raro encontrar oportunidades com descontos que variam de 30% a 50% em relação ao valor de avaliação de mercado. Porém, existem pontos de atenção: Imóvel Ocupado: Em muitos casos, o comprador precisa arcar com os custos e o tempo de uma ação judicial para desocupar o imóvel. Custos Extras: Além do valor do lance, deve-se considerar a comissão do leiloeiro (geralmente 5%), impostos (ITBI) e taxas cartorárias. Análise de Documentação: É vital verificar se existem processos que podem anular o leilão. Em resumo, o leilão de imóveis vale muito a pena para quem possui liquidez e busca alta rentabilidade, desde que a compra seja precedida por uma análise jurídica cuidadosa e um planejamento financeiro realista.

     

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